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Alexandre Folhas é uma das figuras centrais do Handebol paulista, participou das conquistas que fizeram a seleção brasileira chegar ao patamar dominante nas "Américas", superando Cuba e Argentina em diversas ocasiões, e mais importante, conquistando medalhas em dois jogos pan-americanos.
Em seu clube, o EC Pinheiros, Folhas é uma figura de liderança, capitão da equipe, o central passou a reforçar o handebol brasileiro também fora das quadras. Sua iniciativa, a criação de um site onde os praticantes, técnicos e fãs do esporte possam se encontrar e conversar de forma democrática sobre o handebol, o HANDSPORT.
Conversamos com Folhas sobre as seleções do Brasil, os jogos Olímpicos, assim como projetos como a comunidade HAND'S!
HS: Na sua opinião, que atletas, tanto do masculino quanto do feminino, se destacaram nos jogos olímpicos de Pequim?
Folhas: No masculino o meu destaque vai para os pivôs, mas não somente para os pivôs, Menta e Alê e sim pra o jogo com os pivôs, o trabalho dos armadores, com objetivo de encontrar o espaço para a assistência, e neste fundamento, destaco o armador direito, Zeba, que hoje na minha opinião pode ser considerado um dos melhores no Brasil neste fundamento, e quando digo aqui, “pivôs”, não me limito aos originais que jogam fixo na linha de seis metros, mas também os outros que desdobram para segundo pivô, principalmente os pontas, o ponta esquerda Borges foi um dos mais acionados neste tipo de ação. O goleiro Maik teve belas atuações confirmando a sua ótima fase.
No feminino sem dúvida o que me impressionou foi a armadora esquerda Duda Amorim, mostrou o potencial que tem, uma atleta com todos os requisitos para se tornar uma das melhores do mundo, tem muita coisa a ser trabalhada, pois alterna muitos altos e baixos, normal para uma atleta tão jovem, que está em um grupo onde sua maior característica e alternar bons e maus momentos, jogadas de altíssimo nível seguidas de erros infantis.
As goleiras também tiveram uma participação muito efetiva e ajudaram o Brasil nos momentos difíceis.
HS: Agora que a poeira baixou, acabaram as Olimpíadas, que caminhos você acha que o Handebol brasileiro deve seguir para melhorar em seus resultados internacionais?
Folhas: (risos) Você está me perguntando a fórmula do sucesso, o tema que está presente em toda conversa, bate-papo onde estão envolvidas pessoas ligadas ao handebol, qual o caminho que devemos seguir, o que fazer. No momento eu ainda sou um atleta, a minha prioridade é o handebol, talvez esta pergunta caberia melhor a algum dirigente ou pessoa responsável pela administração do nosso esporte, só posso te responder que o caminho não é o que estou vendo no momento como por exemplo uma “LIGA NACIONAL 2008” com 7 equipes inscritas, num país com as dimensões do Brasil.
HS: Você acredita que a procura de jovens pela prática de handebol aumentou ou diminuiu com o passar dos anos? E, na sua opinião, como um resultado mais expressivo nas olimpíadas poderia mudar o esporte nesse sentido?
Folhas: Não acredito que o resultado internacional poderia mudar alguma coisa no nosso esporte, acho que o problema é estrutural, cito novamente aqui a Liga com 7 times, onde estão os clubes do resto do país ? Os times do nordeste onde o handebol é praticado em massa ? enfim não acredito que teríamos uma grande mudança e acho que continuaríamos a perder futuros talentos pelo caminho, antes que cheguem a categoria adulta por falta de uma boa estrutura local e clubes para receberem estes futuros atletas.
HS: Você inaugurou, aqui mesmo na Handsport, um novo canal de comunicação entre jogadores, técnicos e fãs de handebol, conte-nos um pouco mais sobre o Hand's, o que te motivou a fazê-lo e o que você ainda planeja com a comunidade?
Folhas: O Site Handsport sempre foi um sonho, desde a época em que a Internet realmente apareceu, eu sentia falta de um site voltado ao Handebol, com o passar dos tempo e com bastante trabalho consegui colocar esta idéia no ar, passamos algumas fases, fizemos mudanças, mas eu ainda não tinha atingido o que eu realmente queria.
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